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O ninho

por correspondente, em 27.04.14

Ao acordar, hoje, num Domingo, aqui em São Brás, pelas 6 da manhã, ao som estridente e insistente de um ou de mais que um passarito, num ninho, do outro lado da rua, possivelmente, a pedir comida aos seus progenitores, lembrei-me de como nós, os humanos, até certo ponto, nos assemelhamos, nos comportamentos, com esta “vida selvagem”. Os filhos ficam no ninho, no maior conforto, à espera que os pais “se virem” e, lhes tragam comida. Ficam, no ninho, aconchegados, mas não sossegados. Fazem o maior chinfrim enquanto não são dignamente servidos pelos papás. E só depois, durante um curto espaço de tempo, lá concedem umas tréguas aos seus progenitores

A meu ver, a diferença entre os humanos e, neste caso, os pássaros, é apenas esta: No caso dos pássaros, quando os filhos atingem a idade de abandonar o ninho, de se “virarem” sozinhos, são os próprios pais que os empurram para fora do “lar-doce-lar” e, no caso dos humanos, cada vez mais, ou por razões muito válidas, ou por razões nem tanto válidas, os pais deixam arrastar a permanência dos filhos no “ninho”. Dirão uns que essa diferença é a que justifica, uns serem selvagens e outros não. Talvez. Certo, certo é que ainda temos muito a aprender com a “vida selvagem”, da qual temos ainda alguns “resíduos”, infelizmente, nem sempre, os melhores.

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Uma espécie de barómetro de Emprego/desemprego

por correspondente, em 24.04.14

Este meu “sistema de medição” poderá ser falível e, sem dúvida, isso sim, bem demonstrativo de “cheirar a vida alheia”, creio, à moda das senhoras porteiras (oficiais ou não), mas aqui vai ele na mesma: Temos um prédio, nos subúrbios de Lisboa, na Amadora, com cerca de 35 fracções, suponhamos, com uma média de 2 habitantes em cada (estimativa por baixo), seremos 70 pessoas a habitar a “choupana” e, no entanto, o movimento, nas horas de ponta, nos últimos tempos é diminuto. Entre as 6 e as 9 horas da manhã, se saírem mais de 20 ou 30 pessoas, é muito e, de tarde, entre as 18 e as 20 horas, a coisa anda mais ou menos pela mesma.

Enfim, podia tentar contar carneiros em vez de vizinhos e, provavelmente, pelo menos de manhã, não estaria acordado, a “cuscar” o movimento, dos vizinhos na escada e, na rua, o movimento dos carros, para baixo e para cima. Mas a verdade é que, quando nos habituamos a muito “ruido”, quando este abranda estranhamos um pouco. Venha lá o tão anunciado fim da crise para eu poder ter um sono mais descansado!

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Esplanadas com lotação esgotada

por correspondente, em 16.04.14

Aqui por São Brás o fenómeno de “esplanadas lotadas” aos dias de semana, pelo facto de poucas ou nenhumas existirem, não pode ser observado, contudo, na Damaia, já não é a primeira vez que verifico essa suposta contradição, a de estarmos num dia de semana, em pleno horário laboral e, as esplanadas dos cafés estarem cheias. Há alguns amos, esse fenómeno também se podia verificar, lá para o final da tarde, em dias quentes, no Verão, a algazarra era muita, protagonizada, maioritariamente, por uma população de supostos nómadas, que 20, 30, ou 40 anos depois de estarem a viver no mesmo local, no que diz respeito à Damaia, foram, finalmente, há algum tempinho, morar para outros locais, ou seja, justificaram deste modo o nome de povo nómada (será?) e, assim deram uma mãozinha para confirmar o respeito que devemos ter pelos costumes e tradições dos outros. Mas, supostos beneficiários de “rendimentos mínimos” à parte, hoje, numa altura em que todos nós estaremos debaixo do chapéu da malfadada Crise, esplanadas cheias, num subúrbio, num dia de semana, já para lá das 15 horas, não se consegue perceber. Reformados? Desempregados? Jovens em idade escolar? Talvez, mas onde fica a crise? É que esplanadas não são banquinhos de jardim, estas implicam consumo!

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Há vizinhos e vizinhos

por correspondente, em 03.04.14

A vida em sociedade (feliz ou infelizmente) tem destas coisas, os nossos vizinhos! E não são um exclusivo deste burgo, do casal de São Brás! Faço aqui um pequeno desvio ao objectivo deste post, mas prometo, desde já, retomar o fio ao meu raciocínio, lá mais à frente. Contrariamente a algumas ideias feitas, não é por se viver em zonas urbanas, com maior densidade populacional, por esse facto, com um maior número de vizinhos, que as “questões” de vizinhança são maiores. Todos nós temos vizinhos tanto os da cidade, como os do campo. Na cidade, num só prédio, existem, os do lado, os de cima e eventualmente, os que estão por baixo e, no campo, existem, apenas, os do lado, mesmo que a nossa casinha fique no meio do nosso terreno, pois, ao lado das nossas propriedades, existirão, sempre, as propriedades dos outros. E embora a probabilidade de conflitos aumente proporcionalmente com número de vizinhos e, teoricamente, por aí, o habitante urbano, está em desvantagem, porém, no dia-a-dia, basta, um vizinho intragável, para vir baralhar as probabilidades.

Mas a razão deste post, inicialmente, era outra e, foi sugerida, pelos meandros obscuros do cérebro, ou seja, não por nenhum incidente entre vizinhos de algum prédio ou de alguma propriedade, mas por um incidente entre camas, de camas de uma enfermaria, de um hospital, mais propriamente, entre as ocupantes das referidas camas. Ao meio da noite (pelas 4 da manhã), uma doente, incomodada com o “roncar” de outra, levantou-se da sua cama e foi acordar a outra, que, só por acaso, tinha, finalmente, adormecido há poucas horas, no meio de umas tréguas das dores, de dores que a tinham levado até ali, até uma enfermaria de hospital. Não, não era uma enfermaria de um manicómio! Palavras para quê? Como qualificar isto? Por acaso, a vizinha de cama, só deu uns abanões, mas se não tivesse resultado, ou que faria a seguir? Tentava abafar o som com uma almofada na boca da outra doente, não?

Isto tudo, para chegar ao ponto que me levou a escrever estas linhas, o de não podermos escolher os vizinhos e, perante factos anormais, não podermos prevenir, antes de algo acontecer. Normalmente, a pessoa em causa: “Era uma pessoa tão calma, não se metia com ninguém e, não se percebe como foi fazer uma coisa destas!”

Há uns tempos para cá, tenho, no meu prédio, alguém, que, na escada, sozinho, ao entrar em casa, ou ao sair, bate umas palmas, dá umas gargalhadas e grita umas palavras, estilo, aleluias. No passado, não era nada disto, hoje é assim e, amanhã?

Por mim, prefiro, com o devido respeito, não destes, mas sem dúvida nenhuma, dos vizinhos, como direi, meio esgrouviados, contudo, daqueles que, em abono da verdade, sempre os conhecemos assim, digamos, que esse é o seu estado normal. Pois destes, com toda a certeza, sabemos, de antemão, o que esperar dali!

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