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Jerusalém

por correspondente, em 20.01.12

Pronto, fechamos o “capítulo” dedicado ao ano 1048, precisamente com o “pretexto” que serviu para dele falarmos.  Aqui fica a menção a Jerusalém e ao “nascimento” da Ordem do Hospital, em 1048 (?), apesar de só mais tarde ter sido “oficializada” como Ordem religiosa e militar.

 

Califado fatímida

Califa Al-Mustansir (1036-1094)

 

“Antes, porém, da Ordem do Templo surgira em Jerusalém uma outra ordem com um objectivo unicamente assistencial cuja vocação era cuidar dos peregrinos doentes, nomeadamente no Ultramar: a Ordem dos Pobres Peregrinos de S. João de Jerusalém, ou, mais comummente, a Ordem de S. João do Hospital. Contudo, a sua inserção no mundo das cruzadas fez com que, lentamente, esta instituição adquirisse características de ordem militar, que se viriam a revelar preponderantes no século XIII.

A raiz da Ordem do Hospital encontra-se num hospício, associado ao mosteiro beneditino de Santa Maria Latina, construído na Cidade Santa por comerciantes de Amalfi antes de meados do século XI, e cujo objectivo era o acolhimento dos peregrinos doentes que aí chegavam. A conquista de Jerusalém em 1099 trouxe consigo o crescimento desse hospital pré-cruzado, convertendo a dependência monacal numa entidade cada vez mais autónoma (ainda que, numa primeira fase, ligada à Ordem do Santo Sepulcro). A pedido da própria milícia, a protecção apostólica é dada em 1113 (Bula Piae

Postulatio), tendo os privilégios papais que se lhe seguiram assegurado a autonomia da instituição relativamente aos prelados diocesanos, privilégios que culminaram, como aliás aconteceu com a Ordem do Templo, com a faculdade de dispor de clero próprio, desligado da jurisdição episcopal. Assim, fazia-se depender a nova ordem unicamente do papado, apesar da resistência dos bispos a esta política.

À morte do seu primeiro mestre, Gérard de Martigues, ocorrida em 1119, a Ordem de S. João do Hospital revestia-se ainda de um cariz basicamente assistencial. É só com Raimundo de Puy, segundo mestre, que os cavaleiros de S. João associam os fins militares aos assistenciais.” Por Maria Cristina Almeida e Cunha

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