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Elevadores&Vizinhos haja paciência

por correspondente, em 29.08.17

Há uns anos, um certo dia, mais propriamente, uma certa madrugada, estava eu ferrado no sono, acordei sobressaltado ao som de batidas insistentes na minha porta e diversos toques na campainha. Aos tropeções, lá fui, lá fui ver onde era o “fogo”. Abri a porta e tinha uns dois ou três vizinhos, em pijama e afins, do outro lado da porta a olhar para mim.

- Estão vizinhos presos no elevador. Não ouviu o alarme? Tem consigo a chave para abrir a porta do elevador?

Perguntou-me um deles (ou terá sido todos ao mesmo tempo?).

Na altura eu era um dos administradores do condomínio. O outro, não sei porquê, escapava sempre a coisas deste género.

Ainda a dormir em pé, fui lá acima, à sala do condomínio, do rés-do-chão ao 8º andar, se calhar a pé, não fosse o outro elevador avariar também, procurar, nas gavetas da secretária, a dita chave.

Numa “romaria” fomos todos até ao andar onde estavam os “encarcerados”. Olhei, através do vidro da porta, para dentro e, lá estava a família toda do andar X, a olhar para mim, a espreitar de cima para baixo, dentro de um elevador imobilizado mais ou menos entre um andar e outro. Abri a porta, eles foram saindo, obrigados a dar um pequeno salto para o patamar, mais brancos que o normal, iam agradecendo a todos e iam descendo a escada rapidamente e, lá fiquei eu a segurar a porta do elevador, tipo porteiro, por acaso ou não, sendo apenas a mim a única pessoa a quem, a família agradecida, acabou entretanto por se esquecer de agradecer o incómodo.

Uns dias entretanto decorridos e ainda fui criticado porque deveria ter feito o que fiz mas primeiro devia ter cortado a energia.

Meses depois, abria eu uma carta para a administração, era uma factura da empresa responsável pela manutenção dos elevadores e, ao ler os itens da mesma, dei por mim a “amaldiçoar” os meus vizinhos, os protagonistas deste episódio para o madrugador, não é que, o item, piquete 24 horas por dia, para desencarceramento, sempre ali esteve, sempre fez parte do total que a empresa facturava, por isso mesmo, ou também por isso, é que o número de telefone da mesma, ali estava, numa chapinha, ali dentro de cada um dos elevadores.

Mais de 10 anos depois, nada mudou, oiço o alarme de um dos elevadores, confirma-se, está alguém dentro do elevador fechado. Até essa altura ninguém, pelos vistos, deu pelo toque do alarme, mas entretanto, a confusão instalou-se totalmente, vem um, vem outro e, cada um dá a sua opinião. Ainda sugiro que se ligue para o número da chapinha, mas nada, o melhor é “chatear” a administração, ou tentar abrir a porta de forma “artesanal”, desisto, vou dar uma voltinha para “esvaziar” a pressão, volto, entro dentro de casa, ao som do que parece ser marteladas na porta do elevador, mas quero acreditar que, devem ser pura imaginação minha e, decorrido algum tempo, as imaginárias marteladas param, o imaginário martelo e companhia, devem ter milagrosamente desaparecido, pois lá apareceu, talvez, o piquete, que alguém acabou por chamar e, lá são finalmente “resgatados” os espectadores à força, do lado de dentro de um elevador, disto tudo.

 

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A “ditadura” dos vizinhos

por correspondente, em 28.12.14

Viver numa zona urbana, como aqui no casal de São Brás, tem os seus prós e contras. E um dos contras é, na minha modesta opinião, o condomínio. Num prédio, quando somos proprietários de uma fracção, somos “patrões” da porta da nossa casa para dentro, mas depois sobram as partes comuns do dito prédio e, na gestão dessas “partes”, entramos todos, nós e os nossos vizinhos e, aí é que a “porca torce o rabo”.
Como condóminos temos direitos e deveres e, quanto aos deveres, nem vale a pena falar da experiência “única” que é a de se ser administrador, que apesar do nome “pomposo”, no entanto, mal tomamos posse, parece que passamos a ser uns meros subalternos dos restantes vizinhos, nem tão pouco vale a pena falar das intermináveis reuniões de condomínio, onde se fala de tudo e se decide pouco. E, por vezes, se decide pouco e mal.
E aqui chegados, chegamos ao ponto, aos pequenos ditadores em que se transformam os nossos estimados vizinhos, os nossos vizinhos maioritários, que numa votação, por exemplo, decidem, não numa questão de estética, ou algo parecido, mas numa questão de funcionalidade, tão simples como uma fechadura da porta do prédio ser reparada ou não, pura e simplesmente, decidem não a arranjar. A fechadura não abre à primeira? Tenta-se uma vez, outra vez e, ainda outra vez, que ela acaba por abrir. É tudo uma questão de paciência e de “jeitinho”. E quando o jeitinho falta a alguns vizinhos, estes, tocam à campainha, à campainha de outros vizinhos, de outros vizinhos a quem, a paciência, também não é muita, nestas questões “condominianas”!

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