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“Ensaboadela” televisiva

por correspondente, em 05.02.15

Ensaboadela ou bombardeamento, para efeitos desta adenda a um post anterior, o termo tanto faz.
Ligar para um número para que, dentro daqueles que ligam, nos habilitarmos, através do registo do nosso número de telefone, a que num processo de sorteio, o nosso número seja o “feliz comtemplado”, é uma forma de aposta? É que se o é de facto, segundo creio, o jogo de apostas, a autorização para o explorar, em Portugal, estava entregue apenas à Santa Casa de Lisboa. E nesse caso, ou a Santa Casa é quem está por detrás desses “bombardeamentos” televisivos, ou quem está, não é a Santa Casa e, a coisa fica meio estranha.
De qualquer modo, não duvidando da legalidade do negócio, preferia que fosse mesmo a Santa Casa a estar nos bastidores dele, pois, também segundo creio, o objectivo da Santa Casa, é ajudar quem precisa, utilizando para isso o excedente dos jogos, após distribuição dos prémios e, neste caso, nos sorteios televisivos, se a exploração for de outra entidade, não me parece que tenha o mesmo objectivo, o de ajudar os mais necessitados!

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Socorro! Que bombardeamento!

por correspondente, em 21.01.15

Calma! Não estão a cair do céu toneladas de bombas, aqui, no casal de São Brás! Para ser até mais honesto, num blogue sobre esta freguesia, nem vou falar dela (como já vem sendo hábito nos últimos tempos). O bombardeamento é de outra forma e, não acontece só aqui, acontece em qualquer lado, desde que se ligue aquele aparelho que temos em casa, aquela caixa mágica, vulgo TV.
Não percebo nada de taxas e taxinhas, mas na factura de electricidade pagamos um determinado valor, um valor não tão insignificante quanto isso, num ano já fica em cerca de 30 euros, para uma coisa chamada contribuição audiovisual, que também não sei se se destina a distribuir por todas as televisões e rádios, ou se essa distribuição só se fica pelas públicas, mas presumo, isso mesmo, que só se fica pelas públicas.
E chegados aqui, chegamos ao bombardeamento, ao bombardeamento televisivo. Se uma estação privada não tem direito a nenhuma fatia do bolo “audiovisual”, aceita-se que procure todos os meios de financiamento ao seu alcance, depois cabe aos consumidores, “engolir” ou não, o que estas estações lhes servem. Pode-se sempre mudar de canal ou, pura e simplesmente, desligar o aparelho. Claro, na televisão pública, isso, também se pode fazer. Ninguém é obrigado a ver o que não gosta. Mas como, neste caso, todos os meses, damos a nossa “pequena” contribuição, os tais 30 euros anuais, ao desligar ou ao mudar de canal, ficamos, pelo menos eu fico, com um amargo na boca.
E esta “conversa fiada” toda a propósito de quê? A propósito daqueles programas onde os seus apresentadores se prestam a um papel inqualificável, um papel de vendedor chatinho, para não lhes chamar outra coisa pior, aqueles programas onde, de 5 em 5 minutos, mesmo que o programa dure 5 horas (peço desculpa se não estiver a ser muito certo nos tempos, mas como não aguento mais de 15 minutos, não sei quanto duramos ditos programas), os senhores e as senhoras que os estão a apresentar, metem a bucha e, lá sai o “convite” ou o bombardeamento da praxe:
- Não se esqueça, blá e blá blá, ligue para o número 7 (e tantos) para se habilitar ao prémio de (não sei quantos mil)!
E, depois de advertirem em quanto fica a chamada, ainda têm a lata de dizer que não custa nada ligar. Um trocadilho barato!
Deixo a pergunta:
- Quanto é que recebe a televisão pública por este tipo de “concurso”?

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