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Medo

por correspondente, em 30.04.12

Há uns anos, ao passar, eu e uma colega da escola (oriunda do Rio de Janeiro), pela cova da Moura e, perante o aparato policial de uma rusga, disse a minha colega: Isto começa a parecer o Brasil e as favelas, mais uns tempos e não têm mão nisto! E de facto, hoje em dia, o clima é de impunidade completa e consequente injustiça. Não deverá ser um exclusivo dos subúrbios de Lisboa, mas aqui fica um exemplo “levezinho” do fenómeno. Nos transportes públicos daqui da zona, um dia, uma senhora idosa que, na hora de ponta, perante a impossibilidade de entrar no transporte pela porta da frente, por este estar demasiado cheio e aproveitando as portas detrás (as de saída) estarem ainda abertas, lá entrou para a “camioneta”, o motorista fez uma “fita”, não arrancou e obrigou a senhora a ir até ao pé dele para lhe mostrar o passe e para ele lhe poder passar uma “bronca” à frente de toda a gente. Ontem, por mais de uma vez, do percurso entre o Colégio Militar e o casal de São Brás, entraram grupos de jovens sem ligar nenhuma ao motorista e aos “validadores de viagem” e, a partir daí, foi um resmungar constante e baixinho entre dentes (passe a redundância) do motorista, ao longo do resto da viagem! Pois é, a uma senhora idosa é tão fácil “bater”, não é verdade? E assim lá vamos todos sendo uns heróis de meia-tigela ou uns “pagadores passivos” das voltinhas de “borla” dos outros! Por último, gostava de poder dizer que os grupos desses jovens “anjinhos”, eram compostos apenas por jovens e pronto, mas infelizmente, azar dos azares, coincidências das coincidências, eram jovens e de cor!

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Feliz Natal

por correspondente, em 19.04.12

Com o intuito de encontrar algum assunto a expor aqui, acerca do casal de São Brás, consulto a página da junta na INTERNET e, se não estou enganado, esta minha possível “muleta”, ficou lá atrás, no Natal! Enfim, bem vistas as coisas, mais meia dúzia de meses e estamos outra vez nessa época natalícia! E assim a página fica de novo actualizada! Não está mal visto, conheço alguém que não mexe nos ponteiros do relógio, quando é para adiantar ou atrasar a hora e, pelo menos, durante seis meses do ano anda com o relógio certo!

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Batalha de Zalaca

por correspondente, em 15.04.12

Aproveito a oportunidade para dar as boas-vindas ao nosso correspondente no Sobreiro – Mafra! A participação de outras “penas” neste blogue só o enriquece e, já viram, dá-me a oportunidade de continuar nas “historietas”, sem intervalar com alguma coisa dos nossos dias.

Aqui fica o excerto prometido acerca da batalha entre cristãos e muçulmanos (não é bem assim)na Península Ibérica, a batalha de Zalaca, entre as forças de Afonso VI e os Almorávidas.

 

“… Afonso VI e o seu exército que se encontrava perto de Saragoça, quando soube da vinda de Yussuf, rapidamente procurou reorganizar-se, solicitou o apoio do rei de Aragão, solicitou o envio de novos contigentes de Leão e Castela e, até muitos cavaleiros do sul de França. Os dois exércitos avistam-se perto do rio de Badajoz; o dos muçulmanos ocupava na margem esquerda os campos e outeiros denominados pelos escritores árabes de Zalaca; Afonso VI acampava na margem direita. A batalha era inevitável. No entanto, os dois exércitos estiveram assim, frente a frente durante alguns dias. Eram dois exércitos poderosos “só Deus poderia contar o número de muçulmanos e que as tropas do rei de Leão e Castela subiam a oitenta mil cavaleiros e duzentos mil peões”; as forças não se poderiam caracterizar apenas como Muçulmanas de um lado e Cristãs de outro porque “Há, porém, uma circunstância narrada pelos árabes muito crível, a qual não devemos omitir; isto é, a existência de vários corpos de cavalaria cristã ao serviço de Yusuf e a de trinta mil muçulmanos ao de Afonso VI[1]. Na manhã de 23 de Outubro de 1086, Afonso e as suas forças passam o rio. Inicialmente é um corpo de almogaures de África que fazem frente a esta ofensiva Cristã. O exército de Afonso VI divide-se em duas frentes: o rei cristão com a vanguarda, arremete contra os Almorávidas, enquanto o outro corpo do seu exército dava combate aos muçulmanos (não oriundos de África). Só Ibn Abbad e os seus guerreiros Sevilhanos ficaram a fazer frente contra eles; todos os outros emires fugiram. Por outro lado, a frente Africana começava também a recuar, Yusuf enviou as tribos berberes e as cabildas Almorávidas de Zeneta, Mossameda e Ghomera em socorro da sua vanguarda e do emir de Sevilha. Por sua vez, Yusuf acompanhado pelos lantunitas (os mais célebres entre os guerreiros almorávidas) rodeia o campo de batalha e ataca o acampamento dos cristãos. Afonso ao tomar conhecimento deste ataque, vem em socorro dos seus, abandonando o campo de batalha (foi o seu erro, o combate estava quase vencido) [2]. Yusuf esperava por ele, e por outro lado os muçulmanos, a quem Afonso tinha virado as costas no campo de batalha, animados com a ideia de que era uma retirada das forças cristãs, atacam também Afonso, e como agravante, as forças muçulmanas que tinham retirado no inicio dos combates, regressam nesta altura e entram no confronto também. Afonso não cedeu, mas por fim, ferido ele próprio, foi obrigado a fugir. Acompanhado apenas de quinhentos homens, é perseguido pelos Almorávidas, que ainda lhe reduzem o número de homens. Só a noite veio a salvar o rei Cristão. Afonso VI acaba assim por sofrer uma dura derrota, e Yusuf após esta vitória regressa ao Norte de África, na mesma noite da batalha, por ter recebido a notícia da morte de seu filho mais velho, em Ceuta.” In História de Portugal de Alexandre Herculano


 

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Mentalidades

por correspondente, em 13.04.12

No meu primeiro texto escrito para este blog, mencionei a minha dificuldade em adaptar-me às mentalidades das gentes de cá…

Sem querer ofender ninguém, até porque o que vou expôr a seguir reflecte uma perspectiva muito pessoal, gostaria de escrever desta vez sobre o que mais me incomoda na maneira de pensar destas gentes, mas não só.

Lembro-me de quando mudei para cá, há cerca de dezoito anos, em certas zonas mais recônditas deste concelho, o uso de uma mini-saia, ser considerado pecado mortal.

Com o passar dos anos, esta ideia evoluiu um pouco, mas ainda há quem não veja com bons olhos o uso de tal peça de vestuário.

Depois temos a falta de solidariedade. Solidário sim, mas só com os seus, porque os que vêm de fora, nunca farão parte da família. Temos a excepção dos estrangeiros que, à primeira vista, também trouxeram muitas vantagens, como por exemplo, mão-de-obra mais barata. É mais do género “eu até te dou o presunto, se me deres o porco inteiro primeiro”, “muito tens, muito vales, nada tens, nada vales e podes morrer aí para um canto à fome, porque como não és dos nossos, a gente não quer saber”.

Se olharmos para a cidade, também é certo e sabido que ninguém se preocupa com ninguém; as pessoas nem se conhecem, quanto mais preocuparem-se.

Mas como já disse acima, esta é uma perspectiva muito pessoal e muitas vezes o que tenho sentido na pele, porque sou de fora.

É que por outro lado, estas gentes, são pessoas de trabalho, de garra e quando realmente querem, até conseguem ser bastante pró-activas (como está na moda dizer, ou será que já não está?).

Caros seguidores deste blog, se tiverem uma ideia diferente, tenho muito gosto em que me contrariem. Talvez eu passe a compreender melhor estas gentes e possa adoptar de vez esta zona saloia, como a minha terrinha!

 

Por: Correspondente no Sobreiro - Mafra

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A nossa terrinha

por correspondente, em 09.04.12

Desta vez, resolvi aceitar o desafio do autor deste blog e, escrever algo sobre a nossa terrinha.

Em primeiro lugar, convém analisar o que é isso da nossa terrinha, pois, por vezes, torna-se algo relativo. Passo a explicar. Quando nascemos num determinado local, passamos lá uma boa parte da nossa vida e depois mudamos para outro, até com características completamente diferentes, às tantas, deixamos de saber ao certo, qual é a nossa terrinha.

Foi o que se passou comigo. Nascida e a viver na cidade (mais propriamente arredores) até à idade dos trinta, mudei sem armas mas com bagagens, para o campo.

Cerca de dezoito anos depois, ainda não sinto que a minha terrinha seja esta, mas quando vou à cidade, também já não sinto que a minha terrinha continue a ser aquela, pois já não me identifico com nada lá.

Chego a ter saudades da cidade, mas quando lá vou, está tudo tão diferente que verifico que aquela cidade da qual sinto saudades, já não existe e sinto-me deslocada.

Quanto ao campo, o mais difícil tem sido adaptar-me às mentalidades próprias destas gentes…

E, para já, acho que chega como introdução.

Talvez algum seguidor deste blog já tenha passado pelo mesmo e queira enviar o seu comentário. Ficamos a aguardar!

 

Por: Correspondente no Sobreiro - Mafra

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Jardim Luís de Camões

por correspondente, em 02.04.12

Enfim, para quem conheceu o espaço, como um local de recolha das “camionetas” da antiga Rodoviária Nacional, pode-se dizer que, atualmente, aquele espaço está muito melhor aproveitado e, ao “serviço” do lazer da população local (e dos arredores). Agora, embora não tenha dado uma volta completa, por isso, poderei estar a dizer “asneiras”, o que me pareceu é que os espaços verdes, ali se traduzem mais em relva do que em arbustos e árvores (tão necessários num jardim). Aliás, acho a ideia muito interessante, a de “tirar” os ciprestes dos cemitérios, de modo a “descolar” a imagem dessa árvore a esses locais, porém, não se pode pedir muita “sombrinha” a essas pontiagudas árvores, pois não? É que um passeio a meio de uma tarde de Março (bem solarenga), num jardim, com pouca ou nenhuma sombra (afinal parece que sempre existe um sítio “coberto”), mais pareceu uma longa e penosa travessia do Saara!

 

“Com uma área de cerca de 2,5 ha, este jardim temático, inspirado na História Lírica de Luís Vaz de Camões, faz a ligação entre os diversos equipamentos que compõem o Centro Cívico da Brandoa.

Constituído pela Ilha dos Amores, uma das referências principais nos versos do poeta, o Jardim Luís de Camões contempla ainda amplas zonas pedonais, áreas verdes e zona de estadia com estrutura de sombra, que convidam ao lazer e à sociabilidade de bairro.

Ao longo do jardim, existem no pavimento pequenos trechos de versos d´”Os Lusíadas”, e os mais pequenos poderão brincar no parque infantil, que contempla equipamento lúdico diferenciado de acordo com a idade dos utilizadores, extensas áreas verdes, com zona do mapa da Europa/África e Oriente, bem como de algumas ilhas do Oceano Atlântico e do Oceano Índico.

Os equipamentos instalados são únicos e estão envolvidos num ambiente original, simbolizando a travessia de Vasco da Gama, que protagonizou a viagem da descoberta do caminho marítimo para a Índia em 1498.” (Retirado do “site” da CM da Amadora)

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Objectivo: ”coscuvilhar” assuntos aqui da terrinha e arredores.

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