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Vida de Gato…no Telhado

por correspondente, em 27.01.14

Pois é, em relação ao gatinho da Brandoa que o Correspondente do Casal de São Brás mencionou no seu último post, posso acrescentar algo mais, pois sou detentora de alguns conhecimentos “especiais”.

Esse gatinho foi muito mais esperto do que perceber que a parte feminina desse casal, ansiava por ter por perto um gatinho lindo e meigo. Ao contrário do que o caro Correspondente menciona, o casal não saiu para trabalhar, mas sim para pescar. Ora o tal gatinho viu a cana e pensou: ”Aqui vai haver peixe!” E à noite, lá estava ele à espera do casal e…do peixe. Peixe não houve, mas a jovem desse casal trouxe-lhe um pires com leite e enquanto lho oferecia por um lado do vaso onde ele se escondera, ele esgueirou-se pelo outro lado e meteu-se dentro de casa. Meteu-se dentro de casa, para nunca mais de lá sair…a não ser para o telhado. Sim, porque apesar de também ser um gato citadino, tinha direito a explorar todo um telhado, sem concorrência. Era lá que este gatinho se confrontava com pombos maiores do que ele e fugia e, também, era lá que ele apanhava os seus “presentes” para oferecer aos seus queridos donos, como ratinhos, lagartixas e até uma osga enorme com a qual teve uma luta feroz já dentro de casa, o que obrigou a sua dona a fechar-se no quarto “impressionada”, para aí, durante um hora.

Ah, que vida difícil a deste gato!

 

Por: Correspondente no Sobreiro - Mafra

 

 

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Vida de gato citadino

por correspondente, em 14.01.14

Há dias, a propósito de, da janela da minha cozinha, as minhas “visitas”, estarem “entretidas” a observar, entre outras feras, um gato a “passear”, do outro lado da rua, lembrei-me, do inverso, de um gato para o “queque”, que mora numa das zonas mais “finas” de Lisboa e, que da janela da cozinha da sua dona, observa, não só, mas também, os humanos que passam, debaixo do seu focinho cor-de-rosa, digamos que, da janela da cozinha da dona, avista o Mundo, pelo menos, o seu Mundo!

Nas zonas urbanas, normalmente, temos estes dois mundos, os gatos (mas não só), de rua e, os gatos de casa. Não sei, dos dois “tipos”, qual é o que tem mais inveja, um do outro. Certo, certo, é que o gatinho “queque” de Lisboa, se pudesse e, se apanhasse a dona distraída, dava uma “escapadela”, para “explorar” o território, ali pelas redondezas, mas, às claras, com todos a olharem para a “peça”, não quer, “arma-se” em esquisito e, não foge, até finge ter medo da rua.

Por outro lado, um dia, aqui em São Brás, estava eu na paragem da “camioneta”, quando vi, “esgueirar-se”, por entre dois carros estacionados, um “gatarrão”, com ar de “rufia”, muito sujo e, se bem me lembro, com uma orelha (ou as duas) “meio retalhada”. Chameio, sem grande esperança que viesse ter comigo, mas veio. Fiz-lhe uma festa na sua cabeçorra e, a “fera” (qual não é o meu espanto) sentou-se, bem aos meus pés e, ficou calmamente a aguardar a “camioneta” comigo. Quando veio o meu transporte, entrei, olhei para trás, a ver o que ele fazia e, ele, pachorrentamente, voltou às suas “explorações”, por momentos, interrompidas. Com toda a certeza, pensou em “reformar-se” da rua e, naquele momento, escolheu-me para seu dono. Teve azar. Escolheu mal a paragem. Se fosse a da minha chegada e não a de partida, talvez tivesse tido mais sorte

Tanta sorte, como um certo gatinho, que em tempos idos, na Brandoa, de manhã, estava na rua, à porta de um prédio, quando um casal, ao sair desse prédio, o viu e lhe fez umas festas. E ao final do dia, depois de um dia de trabalho, ao regressarem a casa, esse casal, entra no prédio, sobe até ao 4º andar e, quem está na porta deles? O Sr. gato da manhã! Acho que a decisão, de passarem a ter um animal de estimação, foi rápida, foi só abrir a porta e o Sr. Gato tomou posse imediata dos seus novos aposentos!

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O cacto saloio

por correspondente, em 07.01.14

Nestes dias invernosos e, ao colocar o cacto “saloio”, aqui em cima da mesa da cozinha, acompanhado de mais uns vasitos e respectivas plantas, lembrei-me do texto que me desafiaram a escrever, para miúdos, apesar de eu afirmar não ter nenhum jeito para isso.

Enfim, aqui fica ele. Olha, sempre serve como um elo de ligação  ao “eixo” Amadora – Mafra!

 

“Bom dia, boa tarde ou boas noites, conforme as horas a que estejam a ler estas minhas linhas. Eu sou o cacto saloio! Ou pelo menos é assim que o dono da casa onde moro me resolveu chamar. A vizinha do lado já lhe disse que eu chamo-me a planta da inveja! Para falar a verdade nem eu sei qual é o meu verdadeiro nome! Duvido que seja o da inveja! Daqui da janela da cozinha onde o dono desta casa me põe todos os dias, vejo lá fora, mesmo em frente, uma árvore e, lá por ela estar na rua, não tenho inveja dela, antes pelo contrário, pois bem vejo, no Inverno, o vento, o frio e a chuva a que está sujeita!

Bom, mas já me adiantei demais. Pois nesta minha tentativa de ser escritor, queria contar a minha história e, como todas as histórias, a minha tem que começar no Princípio e já ando aqui de um lado para o outro, feito barata tonta, sem me resolver a iniciar a história de uma vez por todas!

Bem, aqui vai. Vivi algum tempo num quintal de uma casa, na região saloia, em Mafra. Era uma planta bem grandinha, mas um dia, o cão dos donos dessa casa, resolveu vir “embirrar” comigo! Não sei o que lhe fiz de mal, eu nem tenho picos nas folhas! Passou-lhe uma coisa pela cabeçorra e desatou a “esfrangalhar-me”! Fez-me em pedaços!!

Como os donos dessa casa, gostam de animais, mas também gostam de plantinhas… sim, de plantinhas, que foi no que eu fiquei transformado, ou seja, de uma planta grande, o maluco do cão, “transformou-me” em muitas plantinhas. Mas como eu estava a dizer, esses donos, da casa e do cão, tristes com a minha sorte, tentaram salvar-me e, como viram que ali no quintal, não ficava a salvo das “fúrias” do cão, pegaram nas diversas plantinhas em que eu me tinha transformado e, ofereceram-me assim, a alguns amigos e familiares!

E foi assim que cheguei a esta casa, situada também nos arredores de Lisboa (Mafra, já fica nuns arredores muito arredores). Esta casa é nos arredores, mas numa zona mais urbana,  com mais prédios. Vim dentro de uma garrafa de plástico com água. Vinha um bocado “em baixo”! Fiquei na garrafa uns dias. Os meus antigos donos tinham dito ao dono desta casa que eu tinha que “criar” raízes antes de me mudar para um vaso com terra. O tipo nunca mais me mudava! Mas um dia lá se resolveu! Mesmo assim, passei um mau bocado. A culpa não foi dele. Custou-me a habituar ao vaso, áquela terra limpinha de supermercado e a viver numa cidade. Das poucas folhas que trazia, quase que fiquei sem nenhuma!

Mas com o tempo e, com os cuidados deste meu novo dono, lá recuperei e aos poucos fui-me habituando a esta água da torneira com que o meu dono me alimenta e, também fui gostando  do conforto desta minha nova casa. Afinal, a chuva e o vento, ficam lá fora!

O tipo, este meu dono, não deve ser muito certo da cabeça, mas eu desculpo-lhe qualquer falta de algum parafuso! Afinal acolheu-me na sua casa e, bem vistas as coisas, salvou-me a vida!

A razão porque acho que o tipo não bate bem é apenas pelo seguinte: De noite, estou em cima de um armário na cozinha e, de dia, ele coloca-me em cima da mesa, bem perto da janela! Não me importo nada. Apanho sol e vejo o movimento lá fora. Mas é um entretém estranho para ele, não é?

Bom, adeusinho, até um dia destes  e, se por acaso, eu continuar com esta mania de ser escritor, pode ser que um dia, escreva umas linhas sobre o que vou vendo aqui da minha janela!”

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