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Despejo

por correspondente, em 29.05.14

Eu sei que tinha prometido voltar a focar-me em notícias locais, contudo, dadas as circunstâncias e, até porque vem a propósito, até porque vem mais ou menos como uma continuidade infeliz do post anterior, passo a relatar um facto individual, mas muito generalizado ultimamente neste país e não só.

Quem no seu “confortável” conforto (passe a redundância propositada) já não está “enfadado” de ouvir histórias da desgraçadinha? Pois bem, peço desculpa aos eventuais “enfadados” leitores, mas aqui fica mais uma história entre muitas, só que esta diz-me mais, é com “os outros”, só que para mim “os outros” não são uns “outros” muito afastados, antes pelo contrário, não podiam ser mais próximo.

Num hospital em Lisboa, o marido aguarda na sala de espera pela mulher que, entretanto estava a ser sujeita a uma pequena intervenção cirúrgica, uma pequena etapa de um calvário que ainda vai a meio e que resultou de uma operação anterior mal sucedida, ou no mínimo, com consequências mais que colaterais, mas como eu estava a dizer, o marido aguardava na sala, quando recebe uma chamada “simpática”, estão à porta da sua casa para os despejar.

Diálogo ao telefone (mais ou menos)

Marido:

- Mas eu estou em Lisboa, estou no hospital com a minha mulher, ela está a ser sujeita a uma intervenção cirúrgica!

“Despejadores”:

- Não queremos saber nada disso. Ou está aqui para nos abrir a porta ou arrombamos a porta para entrarmos e para despejar o conteúdo.

M:

- Mas, mas, o que vão fazer às nossas coisas?

D:

- O senhorio disponibilizou um armazém. (O mesmo será dizer que vai ficar com as coisas)

M:

- Calma, calma, a minha mulher deve estar a sair (se tudo estiver a correr bem) e, ao sair se não me vir aqui, vai ficar preocupada, mas enfim, eu vou para aí (para Mafra), têm é que esperar cerca de uma hora, o tempo de chegar, pois estou em Lisboa.

D:

- Ok. Esperamos por si, esperamos1 hora.

Dentro dessa hora, o marido, lá chegou e, já tinham entrado dentro da casa, já andavam a “espiolhar” a intimidade de um lar!

Por milagre, este marido e a sua mulher, lá acabaram por ficar com as suas coisas.

Enfim, saíram de manhã, rumo a Lisboa, rumo a um hospital, ainda com um lar e, pela noite (duas da manhã), estavam a entrar num “abrigo”, ou albergue, ou lá como lhe queiram chamar, a 40 quilómetros de distância de onde viviam, com a vida de pernas para o ar (ou ainda mais de pernas para o ar que o habitual).

Não querendo aqui fazer o papel de advogado dos alegados inquilinos maus pagadores, pois as regras são para se cumprir e blá, blá e mais blá, blá, que nome se pode dar a este comportamento, que de humano não tem nada? De um momento para o outro querer deixar alguém apenas com a roupa que tem no corpo?

Não sou de rogar pragas, contudo, aqui deixo um pequeno desejo: Que este tipo de gente tenha tanta sorte como aquela que os seus inquilinos têm tido, principalmente com a ajuda que estes lhes proporcionam, o empurrãozinho que falta para o abismo!!

Bom, se as “redes sociais” têm alguma utilidade, para lá do “entretém”, no topo deste blogue está um e-mail, apesar de estar a meter a foice em seara alheia e, como sei que os “despejados” (que nome tão feio), de facto precisam de uma casa, mas mais ainda de um emprego para a manter, de preferência na zona de Mafra, aceitam-se propostas. Obrigado!

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Há Festa no quintal

por correspondente, em 23.05.14

Viver no campo tem destas coisas, como uma festa no quintal.

Improvisam-se umas mesas, uns bancos, uns toldos para proteger do sol e com uns comes e bebes, faz-se a festa. Nada de muito sofisticado, mas sempre saboroso, ou não fosse o porco criado no quintal, as ervilhas nascidas na horta, os ovos das galinhas criadas à solta no quintal…

Juntam-se os familiares ainda numerosos por estas bandas e os amigos a valer, muito calor humano e, dá-se a festa.

As crianças é vê-las a correr alegremente quintal fora, ora agarradas ao cão, ora agarradas ao gato, ora atrás dos pintainhos e fica-se contagiado com tamanha alegria.

A comida é caseira, feita com muito amor e carinho, entre panelas e tachos no velho fogão cansado de tanto cozinhar, mas sempre pronto para mais um petisco.

E entre petiscos, conversas alegres, risos de crianças, no meio das galinhas e dos patos, das ovelhas e do porco, do cão e do gato, assim se faz a festa no campo.

 

Por: Correspondente no Sobreiro - Mafra

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Empreendedorismo à sombra do Ninho

por correspondente, em 16.05.14

Eu sei que ultimamente os temas abordados têm “fugido” um pouco ao âmbito deste blogue. Sei que estes deveriam ser menos genéricos e mais sobre o que se vai passando por cá, mas apesar disso, hoje, volto a abordar um tema mais abrangente, um tema que quase poderia ser a “parte 2” do anterior post. Contudo, prometo, após este post, voltar entrar na “linha”, só não sei é se na falta de notícias não me irei “agarrar” à História. Ou então, pode sempre acontecer, via Sobreiro – Mafra, receber alguma “peça”, do nosso correspondente local, para ser aqui publicada.

O tema abordado nas linhas que se seguem foi inspirado por um diálogo, entre uma mãe e uma filha (entre os 10 ou 13 anos), uma conversa que “apanhei” na rua e, que apesar de ingénua, reflete muita coisa.

A mãe pergunta à filha:

- E então, tens vendido muitas pulseiras?

Responde a filha:

- Tenho, os outros estão a vender por 55 cêntimos e eu por 15 cêntimos, estão todos a comprar das minhas!

M:

- Claro, por esse preço! Nem pagam os elásticos. Elásticos que te comprei e que ainda não mos pagaste.

F:

- Estou a fazer uma promoção. Eu sei o que estou a fazer. Não te metas nos meus negócios!

Mais palavras para quê? A maior parte dos filhos (mais crescidinhos que esta miúda), hoje, são mais ou menos assim, uns grandes empreendedores com os “dinheiros” dos pais e, nem admitem uma sugestão de quem os financia. E de asneiras em asneiras vão tendo a “rede” familiar sempre a amparar a queda, mais que provável!

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Objectivo: ”coscuvilhar” assuntos aqui da terrinha e arredores.

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