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Bola de ping-pong

por correspondente, em 30.06.15

Um doente, em certos momentos, assemelha-se a essas bolinhas de ping-pong, a saltar de um lado para o outro da rede, mal toca um lado da mesa, está logo a ser arremessado para o outro lado pela raquete de um dos jogadores, que neste caso, é como quem diz, pela mão dos senhores doutores, ou pela burocracia instalada.
No centro de saúde o médico de família, atendendo aos sintomas observados, reencaminha o doente para ser seguido no hospital em consultas de especialidade. Se reencaminhou, não é que não tenha competência para tratar este doente, mas admite e bem, ter menos competência, uma competência que advém precisamente na especialização.
O colega no hospital, valida a suspeita desse médico e, assim passa a seguir, através da “figura” de consultas externas, esse doente nesse serviço, no hospital. Até aqui nada a censurar.
Esse médico, o especialista, de modo a complementar os tratamentos desse doente, mais propriamente os tratamentos dessa doença específica, doença por causa da qual o doente foi reencaminhado para ele, considera que umas sessões de fisioterapia iriam ajudar nesse tratamento. E aqui é que “a porca torce o rabo”.
O médico, o especialista, não pode prescrever essas sessões, apenas pode sugerir ao colega, ao médico do centro de saúde, aquele que há muito lhe reencaminhou o doente, que prescreva as ditas sessões. Este médico, o de família, de um modo ou de outro, ao reencaminhar o doente, admitiu não ter competência para o tratar, não ter competência para tratar essa doença e, agora fica nas suas mãos prescrever ou não algo que poderá ajudar no tratamento.
A partir do momento em que o doente, infelizmente, devido ao grau de especificidade da sua doença, é reencaminhado, sobe um degrau no acompanhamento, no que diz respeito a essa doença, o médico do centro de saúde já não devia ser “tido nem achado para nada, ou então, devia apenas ser mantido informado pelo colega.
Não sei se esta partida de ping-pong é uma prática nacional, mas pelo menos, na Amadora, parece existir alguns adeptos dessa prática desportiva.

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Ascensão, de burritos às nuvens

por correspondente, em 28.06.15

Nos anos 20, uma empresa de transportes públicos privada, de cariz local, segundo se pode ler na sua página, operava nos arredores (então longínquos) de Lisboa, com recurso a carros puxados por animais. Nos anos 40, uma empresa pública de aviação, de cariz internacional, dava os seus primeiros passos, que é como quem diz, os seus primeiros voos. Uns largos anos depois, quase cem anos, os seus destinos cruzaram-se. E não foi o gigante que “absorveu” o anão.
Não querendo entrar em questões de aptidões, de quem gere melhor as empresas, se o Estado, se os privados, nem entrar em histórias de vidas de sucesso, fruto de muito trabalho, de muito suor e coisas do género, até porque o tipo de negócio e o tamanho, não são comparáveis, no entanto, não deixa de ser curioso este “encontro imediato”.
Apenas deixo a seguinte questão: Quando alguém quer abrir um café ao lado de um já existente, segundo creio, desde que preencha os devidos requisitos, nada o impede, pois não?
Neste sentido, num país supostamente de livre concorrência, nunca entendi muito bem a atribuição de áreas específicas para as empresas de transportes públicos, transportes dentro do mesmo tipo, atribuição de áreas para estas operarem exclusivamente. Para já não mencionar o facto de, em certas zonas, não se incentivar o desenvolvimento de transportes alternativos, como é o caso do ferroviário perante o rodoviário, digamos, um facto que “dá jeito” ao não preterido.
Na Amadora, temos a VIMECA (Transportes de Lisboa) a operar, mas em algumas zonas do concelho, também lá chega a CARRIS e, noutros tipos de transporte, temos a CP e o METRO. Não sei se a operadora VIMECA se queixa desta “semi” concorrência, nem se assim não consegue “juntar” o suficiente para outros voos, mas sei que apesar do “semi” monopólio, os clientes agradecem, apesar de tudo, agradecem nos preços, nos horários e na qualidade, que a concorrência origina. Não sei se noutras paragens, noutras empresas, os clientes terão igual grau de satisfação em todos os itens, mas provavelmente, os donos das mesmas, não se queixarão muito com o estado dos seus negócios.

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D. Tareja

por correspondente, em 13.06.15

D. Teresa (1080? - 1130) - Condessa do condado Portucalense

A propósito de um lançamento de um livro de Isabel Stilwell sobre D. Teresa, um “anúncio” que escutei num destes dias, este post serve apenas para mencionar alguém que “dirigiu” sozinha os destinos deste pedaço de terra, denominado de condado Portucalense, durante cerca de 14 anos e, devido ao protagonismo que se quis dar ao seu filho, talvez, por contraponto, se tenha criado uma imagem errada dela.
Como a História não é um saber “morto”, no futuro, poderá muito bem acontecer, por um motivo ou por outro, por novas descobertas, ou por diferentes formas de ler o já conhecido, que a vida desta senhora possa ser vista de forma diferente do que a actual. Ou não.
Mas aqui, neste blogue, nestes textos dedicados aos tempos idos, a pretexto da presença da Ordem do Hospital neste casal, no casal de São Brás, não podia deixar de mencionar D. Teresa, até porque foi durante o período em que ela “reinou” que surge uma doação dela à Ordem do Hospital em Portugal, então condado Portucalense, doação oportunamente mencionado em post anterior.

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