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A retoma em São Brás

por correspondente, em 25.07.15

Apenas um curto desabafo. De facto durante os últimos 2 a 3 anos, neste país, por conseguinte também no casal de São Brás, notou-se a recessão. E ainda bem para todos (ou para alguns) que esta, pelo menos por enquanto, está a aliviar. Só que para alguém a chegar perto dos 50 anos, essa retoma, infelizmente, no que respeita a sossego, nas noites de sextas-feiras para Sábados, numa rua de passagem para coisa nenhuma, bem como sem animação nocturna, traduz-se a movimento de automóveis até perto das 5 da manhã, ou de passagem de grupos de pessoas a falarem “alegremente” também por volta dessas horas. Em nome do descanso, venham outra vez essas noites de calmaria da recessão, ou então, se não for desejar muito, que a retoma chegue também aos meus bolsos, para que eu possa mudar de um rés-do-chão mais lá para cima, mais afastado da estrada e dos passeios, estrada e passeios, pelos vistos, uns excelentes barómetros da nossa economia.

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Habitação Social – Um incentivo à natalidade desgovernada

por correspondente, em 10.07.15

Não sei bem se estas regras também se aplicam aqui na câmara da Amadora, se calhar sim, são “universais”, mas creio que, pelo menos, se aplicam à câmara de Lisboa. Existem vários itens que são tidos em conta para a atribuição de uma habitação social, entre eles, um dos mais valorizados, se se tem filhos ou não tem e, se se tem, quantos mais, maior é a probabilidade de atribuição de um fogo.
Não tenho nada contra as crianças, aliás, se existem devem ser protegidas e, num país “envelhecido” em termos de população, todos os incentivos à natalidade são bem-vindos. Contudo, ao valorizar o item do número de filhos, neste caso, numa atribuição de habitação social, não se está a premiar a inconsciência? Um casal de fracos recursos económicos, que faz contas à vida e, opta por não ter filhos, opta por tentar melhorar o seu nível de vida e só depois pensa em trazer uma criança ao mundo, de modo a puder cuidar dela convenientemente, nestes casos, é preterido em relação ao oposto, a um casal desmiolado, um casal que quer lá saber se os filhos vão passar dificuldades ou não. Enfim, um critério injusto, também ele fruto de inconsciência, quantos mais filhos, melhor!

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Demências

por correspondente, em 07.07.15

Há uns tempos falei aqui, usando a fórmula habitual quando quero abordar um tema “não restrito” ao casal de São Brás, que é fazer a ressalva de que o tema não é exclusivo aqui do local, mas com toda certeza também por aqui existe, como eu ia dizendo, falei aqui da 3ª idade e da sua teimosia. E aproveito para voltar ao tema, não à teimosia, mas à 3ª idade (se calhar também à teimosia mas uma teimosia não racional).
Hoje ao ouvir uma notícia na rádio sobre Alzheimer percebi porque é que, no nosso dia-a-dia, nas nossas tentativas para resolver um problema, as coisas parecem esbarrar em algo, em algo que não tem lógica, mas que não conseguimos identificar. Passo a explicar melhor. Há já algum tempo que percebi que algo não está bem mentalmente com o meu pai. Entre outros sintomas, a falta de memória, é uma delas. O meu primeiro passo foi tentar convencê-lo a ir ao médico e junto deste falar dessa falta de memória. A ideia era eu ir com ele e explicar melhor o que se está a passar e, mediante “validação” do seu médico, solicitar o reencaminhamento para consultas de especialidade, de modo a ser acompanhado e tratado convenientemente. Não quis ir. Acabei por falar com o seu médico, bem como com outros intervenientes, representantes de outras entidades, que não o centro de saúde e, enquanto esta situação se vai agravando, a resposta “padrão” é sempre pouco mais ou menos a mesma: “Se ele não quer ir ao médico, claro, não se pode obrigar”.
E hoje, depois da tal notícia, talvez se tenha feito luz, talvez comece a achar que quem me dá esse tipo de resposta não está demente, ou que o demente não sou eu, pois é com essa sensação que eu fico, quando me dão essa resposta de modo tão pedagógico, tipo: 1 mais 1 são 2, não está a ver, uma coisa assim tão simples? Se uma pessoa que está demente não quer ir ao médico não se pode obrigar. Como se essa pessoa tivesse na posse das suas plenas faculdades para decidir uma coisa dessas, direi eu. E do que falava essa notícia? De um plano nacional para as demências, que pelos vistos está na gaveta desde 2010, de um plano que se calhar viria a colmatar algumas das falhas neste processo. Um processo desgastante, não para o Estado, mas para as pessoas em volta do “possível” doente (bem como para este que assim vai piorando sem qualquer tratamento).
Constou-me que, por exemplo, na Suíça, a partir de certa idade é o Estado que vai “controlando” a saúde mental dos seus idosos e, desse modo, vai dando respostas adequadas às necessidades destes. Não confirmei a informação, mas não me parece mal, não me parece mal que seja tirado de cima das costas dos familiares esse peso, essa responsabilidade, tendo em conta que, uns não ligam aos seus idosos e, estes ficam entregues a si mesmos, ou então, outros ligam e os seus idosos ainda ficam de mal com eles por estes quererem o melhor para eles.

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