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O presente envenenado

por correspondente, em 27.12.19

Há pouco, dizia, alguém da administração, de uma empresa de transportes públicos, creio, ferroviário, que dado o aumento da procura, o aumento de passageiros, devido à descida do valor dos passes sociais, estavam a fazer modificações, ajustes, nas composições. A sua explicação “técnica” não foi muito clara. Ao ouvir o resto da reportagem fiquei esclarecido. Em cada comboio vão suprimir 80 lugares sentados. Já me tinham dito que no METRO de Lisboa também tinham “desaparecido” bancos nas carruagens. Não consigo confirmar esta última informação mas, levando em conta a notícia aqui referida, é provável que tal aconteça nesse meio de transporte também.

 

Alguém mais ingénuo poderia pensar que à descida do valor dos passes sociais corresponderia um aumento de procura, um aumento de passageiros, o que pelos vistos aconteceu e, perante isto, as empresas de transportes públicos, aumentariam a oferta, mantendo ou mesmo aumentando, entre outros, o padrão de conforto.

 

Pelo exposto aqui inicialmente, o atrás referido, não é o que acontece.

 

Desconheço, neste novo “desenho” relativo aos passes sociais, se as empresas de transportes públicos, passaram a receber mais ou a receber menos, do Estado por cada passageiro que transportam ao abrigo deste acordo. Isso será irrelevante. Relevante e revelador é a ideia que fica, de quem decide estas coisas, a de que se pagam menos, os passageiros, bem podem viajar de pé.

 

É, sem dúvida, Um grande incentivo a que se passe a usar o transporte público, o de viajar de pé, com toda a probabilidade!

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Meus ricos Cafés de outrora

por correspondente, em 05.12.19

Todos os cinquentões devem ter estes desabafos.

 

Mas, de facto, não tenho paciência.

 

Passa das duas e meia da tarde, é certo, é um dia útil da semana, mas o Café, metade dele, ainda está reservado para refeições. Resta a outra metade, por acaso, ou não, está vazia.

 

Ora muito bem. Vamos a isso. Sentarmo-nos um pouco. Beber qualquer coisa. Pôr a conversa em dia com um amigo de longa data que já não víamos há algum tempo.

 

O serviço à mesa foi rápido. Do lado das refeições o ruído não é muito. Ainda bem. Estão reunidas as devidas condições para uma profícua “converseta”.

 

Mas, uns minutos decorridos, uma família, não muito numerosa, constituída por três ou quatro pessoas, claro está, com a inevitável criancinha, centro de todas as atenções, ocupa a mesa atrás de nós.

 

Um chinfrim pegado. O Café é todo deles.

 

Esta gente não sabe o que é viver em sociedade. Não lhes deram educação e, portanto, também não a estão a dar.

 

Foi pedir a continha e, abandonar a coisa, tomada por aqueles trogloditas, rapidamente e em força!

 

Para agravar. Na rua, apercebemo-nos de que as nossas roupas adquiriram, naquele Café/Restaurante, um desagradável cheiro a fritos (que mesmo depois de uma primeira lavagem persiste).

 

Conclusão. Clientes da treta num Café não menos qualificável. Conversinhas, de futuro, em casa, com dois cafés bem tirados na máquina. Fica mais baratinho e mais “confortável”!

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