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Correspondente no Casal de S. Brás

Objectivo: ”coscuvilhar” assuntos aqui da terrinha e arredores.

Correspondente no Casal de S. Brás

Objectivo: ”coscuvilhar” assuntos aqui da terrinha e arredores.

Bola de ping-pong

correspondente, 30.06.15

Um doente, em certos momentos, assemelha-se a essas bolinhas de ping-pong, a saltar de um lado para o outro da rede, mal toca um lado da mesa, está logo a ser arremessado para o outro lado pela raquete de um dos jogadores, que neste caso, é como quem diz, pela mão dos senhores doutores, ou pela burocracia instalada.
No centro de saúde o médico de família, atendendo aos sintomas observados, reencaminha o doente para ser seguido no hospital em consultas de especialidade. Se reencaminhou, não é que não tenha competência para tratar este doente, mas admite e bem, ter menos competência, uma competência que advém precisamente na especialização.
O colega no hospital, valida a suspeita desse médico e, assim passa a seguir, através da “figura” de consultas externas, esse doente nesse serviço, no hospital. Até aqui nada a censurar.
Esse médico, o especialista, de modo a complementar os tratamentos desse doente, mais propriamente os tratamentos dessa doença específica, doença por causa da qual o doente foi reencaminhado para ele, considera que umas sessões de fisioterapia iriam ajudar nesse tratamento. E aqui é que “a porca torce o rabo”.
O médico, o especialista, não pode prescrever essas sessões, apenas pode sugerir ao colega, ao médico do centro de saúde, aquele que há muito lhe reencaminhou o doente, que prescreva as ditas sessões. Este médico, o de família, de um modo ou de outro, ao reencaminhar o doente, admitiu não ter competência para o tratar, não ter competência para tratar essa doença e, agora fica nas suas mãos prescrever ou não algo que poderá ajudar no tratamento.
A partir do momento em que o doente, infelizmente, devido ao grau de especificidade da sua doença, é reencaminhado, sobe um degrau no acompanhamento, no que diz respeito a essa doença, o médico do centro de saúde já não devia ser “tido nem achado para nada, ou então, devia apenas ser mantido informado pelo colega.
Não sei se esta partida de ping-pong é uma prática nacional, mas pelo menos, na Amadora, parece existir alguns adeptos dessa prática desportiva.

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