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O presente envenenado

por correspondente, em 27.12.19

Há pouco, dizia, alguém da administração, de uma empresa de transportes públicos, creio, ferroviário, que dado o aumento da procura, o aumento de passageiros, devido à descida do valor dos passes sociais, estavam a fazer modificações, ajustes, nas composições. A sua explicação “técnica” não foi muito clara. Ao ouvir o resto da reportagem fiquei esclarecido. Em cada comboio vão suprimir 80 lugares sentados. Já me tinham dito que no METRO de Lisboa também tinham “desaparecido” bancos nas carruagens. Não consigo confirmar esta última informação mas, levando em conta a notícia aqui referida, é provável que tal aconteça nesse meio de transporte também.

 

Alguém mais ingénuo poderia pensar que à descida do valor dos passes sociais corresponderia um aumento de procura, um aumento de passageiros, o que pelos vistos aconteceu e, perante isto, as empresas de transportes públicos, aumentariam a oferta, mantendo ou mesmo aumentando, entre outros, o padrão de conforto.

 

Pelo exposto aqui inicialmente, o atrás referido, não é o que acontece.

 

Desconheço, neste novo “desenho” relativo aos passes sociais, se as empresas de transportes públicos, passaram a receber mais ou a receber menos, do Estado por cada passageiro que transportam ao abrigo deste acordo. Isso será irrelevante. Relevante e revelador é a ideia que fica, de quem decide estas coisas, a de que se pagam menos, os passageiros, bem podem viajar de pé.

 

É, sem dúvida, Um grande incentivo a que se passe a usar o transporte público, o de viajar de pé, com toda a probabilidade!

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18 comentários

De André a 30.12.2019 às 19:52

Claro que as duas coisas não são incompatíveis. Simplesmente, agora fez-se alguma coisa. Há anos que não se fazia nada. Antes isto do que passar mais dez anos à espera.
Além disso, o metro já aumentou a frequência e vai aumentar mais, a Carris já melhorou muito e a CP melhora quando tiver comboios.
A questão é que não acho que seja assim tão problemático viajar em pé, com as devidas ressalvas. Se prefiro andar sentado? Claro que sim. Mas não há comboios, metros ou autocarros suficientes para isso. Só espero é que os comprem, que isso não fique na gaveta. Mas todos sabíamos (menos os gestores de empresas privadas como a Mafrense, de que sou cliente) que ia ser preciso muito investimento a par destes novos passes.
Mas estou sem dúvida de acordo consigo, as duas coisas não são incompatíveis, só que não seriam viáveis no curto prazo. E precisávamos (também) de medidas no curto prazo.

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