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IPSS

por correspondente, em 12.12.17

A minha experiência pessoal no que respeita a este tipo de Instituições, ou até mais genericamente, quanto à acção social, na Amadora, quanto aos serviços prestados, quanto à “mão-de-obra”, aquela que “dá a cara”, tirando um pormenor ou outro, nada tenho a apontar, mas já quanto às “relações contratuais”, têm sido pontuadas por injustiça e “desgaste” permanente na defesa dos meus pontos de vista.

Neste preciso momento encontro-me numa “luta” contra uma cláusula de pré-aviso “intransigível”, de reclamação em reclamação, de argumentação a contra-argumentação.

Como eu compreendo a pessoa que quis expor o que se passa na associação que agora anda na boca, não do mundo, mas de Portugal, pelas piores razões. Parece que andou de “seca a meca”, fez uma (ou mais) exposição para a Segurança Social, mais tarde para o ministro que a tutela, depois, talvez, não sei, para o primeiro-ministro e, finalmente para o Presidente da República. Parece que em vão (se excluirmos uma suposta inspecção que se arrastava desde Julho). Pelos vistos recorreu à comunicação social e, para já, funcionou. Temos algumas Instituições envolvidas, os titulares dos cargos máximos delas, a se justificarem e também a pedirem/comunicarem a abertura de investigação, de inspecção.

Ao ouvir o Presidente da República não negar ter tido conhecimento da exposição/denúncia, esta enviada, em desespero de causa, sem respostas das outras instituições, dizer que não era nada em concreto e que só teve conhecimento do que se estava a passar, como todos os portugueses, pela notícia televisiva, de há dois dias, dá para perceber que não vale a pena passar por esse longo percurso de “seca e meca” para qualquer assunto, o melhor é logo atalhar e recorrer à comunicação social. Se o senhor Presidente recebeu algo e não era nada de concreto, enfim, não seria melhor procurar saber mais pormenores, procurar esclarecer a denúncia, procurar mais qualquer coisa de concreto? Que diabo, o senhor Presidente não é o super-homem, não tem que estar em todo o lado a defender os “oprimidos”, não senhor, mas para que servem os seus colaboradores?

Voltando ao início, IPSS, um dos S significa solidariedade, entre outros significados, um sentimento de prestar auxílio a alguém, algo que por vezes parece esquecido pelas pessoas que estão à frente das mesmas, na ânsia de em tudo dar um cariz empresarial, o que é de louvar, o de tentar gerir de forma profissional, mas uma Empresa é uma Empresa e uma IPSS é outra coisa, para já não falar que muitas delas estão ligadas á Igreja, ligadas a valores, pelo menos na teoria, que não são de todo compatíveis com valores de “vendilhões”.

Para mim o “pecado original” das IPSSs está no “sem fim lucrativo”, que na sua génese tem um bom princípio, contudo, na prática, não se ter lucro, pode constituir uma tentação “desviante”. Usar verbas não para os fins a que se propõe a Instituição, mas em outros gastos. Tudo isto pode e deve ser evitado com uma fiscalização eficaz. É feita? Deixo a pergunta.

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