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Bloqueado

por correspondente, em 30.12.17

Creio já ter escrito algo sobre isto mas como se repete aqui fica o sucedido.

 

A “crise” realmente aconteceu. Um dos meus “barómetros” para lhe tomar o pulso é a utilização do automóvel. Não há dúvida, esta, aumentou. Outro modo de “medir” o fim da crise são as saídas nocturnas. Não saio muito (ou nada) à noite mas pelo movimento, mais uma vez, do tráfego automóvel, durante a noite, mais às sextas-feiras e Sábados, dá para perceber isso, de que a crise ficou lá para trás.

 

E este preâmbulo todo para contar um episódio que até parece nada ter a ver uma coisa com a outra.

 

Há algum tempo que isto não acontecia. Aconteceu há dias. Esteve alguém, bem por baixo da janela do meu quarto, a tocar a buzina do seu carro, talvez uma meia hora, de manhã, entre as seis e picos e as sete e tal. Primeiro uma buzinadela de quando em vez e, à medida que o tempo ia passando, sem qualquer resultado, mais furiosamente. Estava bloqueado. Não conseguia sair. Alguém tinha chegado tarde, deixou o seu carrinho a bloquear a saída de outros e, sem preocupações, foi dormir o sono dos justos.

 

Quando eu estudava à noite, quando vinha da escola, mortinho por me enfiar na cama e, depois de dar várias voltas às redondezas (alargadas) á procura de estacionamento em vão, de facto, acabava por estacionar a atrapalhar a saída de outro. Outro escolhido a dedo. Estacionava perto de casa, normalmente, a “tapar” um automóvel cujo dono eu conhecia (bem como as suas rotinas matinais que seriam, em princípio, depois das minhas) mas, mesmo assim, dormia de ouvido à escuta, pronto a ir tirar o carro, caso fosse preciso, num ápice e, também pronto para apresentar as minhas desculpas pelos escassos minutos que esse meu vizinho tinha eventualmente esperado para eu o desbloquear.

 

Um vizinho que trabalhava de noite, quando chegava de manhãzinha, sem lugar para arrumar o carro e, imagino, morto de sono, arrumava atrás do meu, nunca combinou nada comigo, mas sabia que eu conhecia o carro e que a esposa, entretanto já a pé, vinha tirar o carro. Ela ou estava de olho quando me via sair, ou então eu mesmo tocava na campainha para avisar. Não esperava mais que uns minutos. O tempo necessário para ela descer as escadas. Compreendia a situação e não lhes levava a mal.

 

Hoje, observando estes comportamentos de “reizinhos”, não tenho dúvida, eu e esse meu vizinho, cheios de cuidados, fomos uns parvos.

 

Estes reizinhos nem uma buzinadela merecem. Perde-se o mesmo tempo, ou mais, mas que tal ligar logo para a polícia? Dar conta da situação. Outro carro está a bloquear o nosso. A impedir de irmos “à nossa vidinha”!

 

Voltando ao início do texto, isto acontece, provavelmente, apenas porque a dita crise acabou (ou está adormecida), apenas porque já temos uns troquinhos para dar de beber ao bólide (e para matar também a nossa sede e para sair à noite mas, em contrapartida, temos muita falta de respeito pelos outros!

 

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Pinos decorativos

por correspondente, em 15.05.12

Não querendo parecer aqueles ex-fumadores, aqueles que ficam ainda mais “fundamentalistas” contra o tabaco, muito mais que os que nunca fumaram, mas mal comparando, no que diz respeito aos “popós”, por neste momento, não ter um, não quer dizer que seja obrigatório que lhes mova uma guerra sem quartel. No entanto, há coisas que não se entendem. Temos um passeio, de um dos lados, temos prédios, do outro lado, (em frente) a estrada e no início e no final do mesmo, mais outras estradas (outras ruas), para acedermos ao dito passeio, atravessamos uma das estradas (uma das ruas), aonde consta uma passadeira, para sairmos dele, lá mais à frente, idem idem aspas aspas, tanto no início como no final, temos uns pinos no passeio. Até aqui, nada a apontar, no dito passeio, temos pinos, mal acaba uma passadeira e aonde começa a outra. Confusos? Até eu estou, metido no meio dos pinos e das passadeiras (isto com uma fotografia ia melhor)! Problema, é que no lado contrário aos prédios, no passeio, não existem pinos. Conclusão, atravessamos a passadeira, estamos no passeio, passamos os pinos e temos um carro  estacionado em cima do passeio e, depois mais outro e outro e outro, até aos outros pinos e à outra passadeira. Ou seja, volto a repetir, um dos lados do passeio, não tem nenhum pino. Pergunta: Qual é o objectivo de colocar pinos num sítio, se essa colocação não impede totalmente o estacionamento, nesse passeio? Será que estes pinos foram postos ali, apenas e só porque lá ficam bem? Ou, a meio da “empreitada” esgotou-se o stock de pinos ou a verba para mais?

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Pinos do sossego

por correspondente, em 07.12.11

Na vida é sempre assim, a satisfação de uns pode representar a insatisfação de outros. Não sei se a “coisa” resulta de uns pinos que por aqui andam a colocar ou não, mas a verdade é que ultimamente o sossego nocturno e madrugador tem sido pleno, no que respeita a poluição sonora e mesmo atmosférica, que resultavam do estacionamento em cima do passeio. As constantes “chegadas” tardias de “popós” (por vezes com os ocupantes ainda a ficarem a “curtir” uma musiquinha ou em noutras “actividades” menos barulhentas e ainda menos próprias, mas mais incómodas, ao ponto de provocarem uma insónia pelo resto da noite), as buzinadelas madrugadoras dos carros “tapados” por outros, os motores que se recusavam a pegar ou os que pegavam, mas gostavam de aquecer uns minutinhos largos e de “despejar” umas valentes fumaradas cá para dentro, parece (oxalá) que se foram. Pois o carrito, por muita falta de estacionamento que exista, pode sempre ir procurar outro lugar para estacionar, já uma casa, é um bocadinho difícil de a mudar de sítio quando os carritos (ou os seus ocupantes) decidem (ou pura e simplesmente estão-se “nas tintas”) desrespeitar o sossego dos outros.

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O acordar na cidade

por correspondente, em 18.10.11

Acordo e parece que estou bem perto de alguma fabriqueta (ou mesmo dentro dela), uma daquelas à moda antiga, das bem poluidoras. No lugar da minha almofada estava um barulhento motor e o quarto (e o resto da casa) estava envolto numa névoa pestilenta, mas afinal o motor não estava assim tão perto dos meus ouvidos, estava na rua, bem debaixo da janela do meu quarto. Era “apenas” um carrito (mais o seu respectivo dono) a “aquecer” e a se preparar para começar mais um novo dia (e a deixar para trás alguém quase intoxicado). É verdade que, manifestamente, por aqui, existe falta de lugares de estacionamento, por isso mesmo o estacionamento do “salve-se quem puder” também impera, carros nos passeios, muitas das vezes a obrigar o transeunte a andar na estrada, parece ser uma coisa naturalíssima, aliás, agora temos, no espaço que o carrito em cima do passeio, deixa entre ele e a parede do prédio (supostamente, para o peão passar), alguém a vislumbrar ali um óptimo lugar para estacionar a sua mota. E aqueles Chicos-espertos que não vislumbrando mais nenhum lugar, estacionam também no passeio, mas bem atrás de outro, que só por acaso, no dia seguinte (se não for durante a noite) quer sair e como não o deixam, apita, apita, que nem um desalmado, mesmo que saiba aonde mora o dono do carro “bloqueador”, ou então, se não sabe e se ninguém reage à sua “sirene”, porque é que não liga para a polícia? Enfim, “coisitas” que talvez se resolvessem com mais respeito mútuo, ou com uns pinos a disciplinar o estacionamento, digo eu. Infelizmente, ou felizmente, pelo menos, no que respeita à melhoria da qualidade de vida de alguns (os intoxicados), tal como na natureza, também me parece que, neste caso, na ausência de soluções, o tempo acaba por encontrar mecanismos de regulação, ou seja, a tão falada Crise, vai resolver o problema de falta de estacionamento, de tal forma que não haverá necessidade de disputar acerrimamente um lugarzinho no passeio.

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Camiões & Camionetas a dormir lá fora

por correspondente, em 22.09.11

Aqui, como noutro sítio qualquer, não seria uma óptima ideia, existir um parque de estacionamento para os Pesados, junto às localidades, mas fora delas? Eu sei, os motoristas desses camiões, talvez não gostem da ideia, mas devem ser os únicos. Em primeiro lugar, o estacionamento para os carros mais pequenitos, dentro das localidades, aumentava, aumentava e muito, em segundo lugar e por último, deixava-se de ouvir, a partir das 6 e tal da manhã, durante cerca de 10 minutos (no mínimo) um motor a acelerar (para aquecer), meia hora depois, a mesma coisa e, por aí fora, até já serem horas, de eu também saltar da cama. Não há paciência e sono que resista, não estou a morar junto a uma estação de recolha de autocarros, pois não? É que parece mesmo!

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