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Defesa do (tão indefeso) consumidor

por correspondente, em 13.03.15

No post anterior andei longe dos propósitos deste blogue. Neste, também o poderá parecer, no entanto, não é bem assim e, não é bem assim, porque se passa por cá (embora não só aqui), passa-se por aqui e, tudo graças à “fibra”. Apenas advirto o eventual leitor que este também não é um tema inédito no blogue.
Descobri (mas já desconfiava) que, posso “proteger-me” da publicidade na caixa de correio, da publicidade por telefone, mas não da publicidade à minha porta de casa. Posso colocar um autocolante na caixa de correio e, a partir daí, publicidade em forma de folhetos, panfletos, cartões e etc., está proibida. Posso incluir-me numa lista e, a partir desse momento, publicidade no meu telefone, nada de nada. Mas para quê estas precauções? Do ponto de vista do “chato” representante da dita publicidade, para quê chatear por correio? Para quê chatear por telefone? Se pode chatear impunemente à porta de casa do indefeso consumidor!
Chateiam uma vez. Dizemos que não estamos interessados. Uns dias depois, outros, mas com o mesmo “pacote”, voltam a chatear. Qual é a dúvida? Não me entendem? Ou acham que de um dia para o outro mudo de opinião? Ou pura e simplesmente, estão-se nas tintas, têm uma enorme falta de respeito e querem lá saber se estão a chatear ou não?
A isto é que chamam publicidade agressiva? Eu sei que estamos mal a nível de empregos, contudo, não vale tudo. Não estará na altura também de legislar sobre isto?
Ouvimos alguns “apelos” para não nos deixarmos enganar, para termos atenção com a “publicidade agressiva” e, blá blá. Mas a melhor forma de nos protegermos não será proibir ou limitar o acesso às nossas portas por parte desta publicidade, no mínimo, muito chata?

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A praga dos gafanhotos (ou similares) em São Brás

por correspondente, em 09.11.11

É verdade que este tipo de praga não deve ser um exclusivo desta terra, mas não posso deixar de a referir. Nestes dias difíceis, não devemos censurar, nem o quero fazer, aquele que procura algum meio de subsistência, contudo a culpa não é tanto dessa pessoa, mas quem “inventou” esta praga, a de vendedor de porta a porta. Agora, quase que temos que montar um escritório à porta das nossas casas para atender os senhores vendedores, tal é a frequência com que nos batem à porta, chegam a “acotovelar-se” dois “adversários” ao mesmo tempo. E então as horas escolhidas? Vão desde as horas “sagradas” das refeições até às 10 horas da noite! Já não existe respeito nenhum pela privacidade do nosso “lar, doce lar”! Estou a pensar seriamente em colocar um aviso na porta a solicitar o Senhor vendedor a não me incomodar! Pois não sei se estes senhores o sabem, mas o direito que eles têm para exercer a sua profissão, termina quando esse direito coloca em causa o meu direito de não ser incomodado!

A juntar a esta praga de cariz nacional, acerca de 1 ano e meio, mais de cariz local (imagino eu) existe mais alguém a bater à porta, alguém que por vezes passa por aqui mais de uma vez por semana, pede algum bem alimentar. Não me importo de dar, se tenho alguma coisa para dar, mas a este ritmo, quase que tinha que (se tivesse possibilidades para isso) que contar com este “amigo” sempre que fosse às compras, que é como quem diz, mal comparando, ter que colocar mais um prato na mesa todos os dias, tal como se diz a quem decide comprar um carrito, porém isso é para quem pode (às vezes) e em princípio é uma decisão nossa, esta como a outra, por acaso é apenas um “amigo”, mas se fosse mais que um, qual o critério para dar a um e não dar a outro? E cada um sabe de si, mas 1 ano e meio sempre a bater nas mesmas portas (presumo eu) não será abusar um pouco da boa vontade ou da ajuda (ou do bolso) dos mesmos também? Será que as nossas instituições deixam alguém passar fome? Acredito que exista fome “envergonhada”, mas espero que para aqueles que “perdem” a vergonha ainda se consiga “matar” a fome!   

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