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Os novos vizinhos

por correspondente, em 24.09.17

Escrevo estas linhas em jeito quase de nota de rodapé. Apenas para registar uma constatação. De há cerca de 10 a 8 anos para cá, são mais as vezes que, ao sair ou ao entrar em casa, quando me cruzo com algum vizinho, este vai acompanhado por um ou mais que um cãozinho. Moro aqui há duas décadas. Inicialmente estes meus vizinhos de quatro patas, não sei bem, mas seriam a companhia de 20% dos moradores deste prédio? Talvez. E não mais que um por família. Agora, não devo errar muito, talvez sejam 70% e, mais que um por família, em alguns casos. Não devo estar errado também quanto ao que dizem os estatutos do condomínio no que se refere a animais neste prédio. Não devem autorizar. Mas também isso é irrelevante. Se contar apenas uma maioria simples. Os donos dos ditos animais estarão sempre a favor numa eventual votação nesse sentido. O que me preocupa é, num futuro próximo, por este andar, quando entrar ou sair de casa, constatar que apenas tenho vizinhos de quatro patas no prédio. Tal é a apropriação do espaço.  

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O que nasce torto …

por correspondente, em 26.05.15

… Nunca se endireita. É mais ou menos isto o que diz o dito popular. E não erra muito. Hoje parece que é o dia europeu do vizinho. E estes são mais ou menos como os nossos familiares, aparecem na nossa vida, mas não os podemos escolher. Uns são como o brinde do bolo-rei e outros são a fava. É uma questão de sorte.
No episódio que se segue, entra gás à mistura e, pelo nosso comportamento, pelo comportamento de nós os vizinhos nesta narrativa, de facto parece que estamos todos “gazeados”.
Tocam à minha porta.
- Senhor X cheira a gás aqui fora na escada, aqui junto à sua porta, não é aí de sua casa?
Pergunta-me a minha vizinha do lado depois de eu abrir a porta.
- Não, não me parece, não me cheira a nada e não estou a usar sequer o fogão.
Disse eu e confirmou o nariz da minha vizinha da porta de entrada.
Saio para a escadas e de nariz no ar, um e outro, acabamos por detectar o “foco” do cheiro a gás. É num dos contadores. É no do terceiro vizinho do andar. E a partir daqui tudo vai mal. Bastava ligar para o piquete e pronto. Mas não foi assim. Nós gostamos de complicar o que é simples. Tocou-se à campainha do vizinho várias vezes. Não abriu. Não estava em casa. O que se faz? O que não se faz? Estávamos os dois nisto, quando entra em cena um casal de vizinhos.
- Então isso é desligar aqui o contador e depois avisar o vizinho.
Disse e fez a esposa do dito casal.
O vizinho chegou ao final do dia e, quando a minha diligente vizinha do lado se apercebeu disso, foi avisar o vizinho do sucedido, para ele tomar as devidas medidas. Piquete nesse dia não veio nenhum. No outro dia, de tarde, parece que veio. Não sei se veio só para ligar o contador ou para detectar a fuga. Espero que tenha sido chamado e que tenha vindo para arranjar a coisa. Agora cheirar, de facto, parece não cheirar a nada.
Mas parece que entretanto alguém ficou muito chateado por os vizinhos terem mexido no seu contador, de lhe terem desligado um contador, possivelmente com uma fuga, sem o avisar. Como é que se avisa alguém que não está em casa e de quem ninguém tem outra forma de contacto? O que era preferível, um regresso a casa, a uma casa debaixo de escombros? Ou o regresso a um prédio com um ou dois vizinhos a menos por inalação de gás do seu contador? Acho que o preferível era mesmo o que não foi feito. Cheira a gás na escada? Chama-se o piquete sem mais delongas. O problema era resolvido por profissionais e, assim como assim, alguém iria ficar de mal com os vizinhos na mesma!

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Há vizinhos e vizinhos

por correspondente, em 03.04.14

A vida em sociedade (feliz ou infelizmente) tem destas coisas, os nossos vizinhos! E não são um exclusivo deste burgo, do casal de São Brás! Faço aqui um pequeno desvio ao objectivo deste post, mas prometo, desde já, retomar o fio ao meu raciocínio, lá mais à frente. Contrariamente a algumas ideias feitas, não é por se viver em zonas urbanas, com maior densidade populacional, por esse facto, com um maior número de vizinhos, que as “questões” de vizinhança são maiores. Todos nós temos vizinhos tanto os da cidade, como os do campo. Na cidade, num só prédio, existem, os do lado, os de cima e eventualmente, os que estão por baixo e, no campo, existem, apenas, os do lado, mesmo que a nossa casinha fique no meio do nosso terreno, pois, ao lado das nossas propriedades, existirão, sempre, as propriedades dos outros. E embora a probabilidade de conflitos aumente proporcionalmente com número de vizinhos e, teoricamente, por aí, o habitante urbano, está em desvantagem, porém, no dia-a-dia, basta, um vizinho intragável, para vir baralhar as probabilidades.

Mas a razão deste post, inicialmente, era outra e, foi sugerida, pelos meandros obscuros do cérebro, ou seja, não por nenhum incidente entre vizinhos de algum prédio ou de alguma propriedade, mas por um incidente entre camas, de camas de uma enfermaria, de um hospital, mais propriamente, entre as ocupantes das referidas camas. Ao meio da noite (pelas 4 da manhã), uma doente, incomodada com o “roncar” de outra, levantou-se da sua cama e foi acordar a outra, que, só por acaso, tinha, finalmente, adormecido há poucas horas, no meio de umas tréguas das dores, de dores que a tinham levado até ali, até uma enfermaria de hospital. Não, não era uma enfermaria de um manicómio! Palavras para quê? Como qualificar isto? Por acaso, a vizinha de cama, só deu uns abanões, mas se não tivesse resultado, ou que faria a seguir? Tentava abafar o som com uma almofada na boca da outra doente, não?

Isto tudo, para chegar ao ponto que me levou a escrever estas linhas, o de não podermos escolher os vizinhos e, perante factos anormais, não podermos prevenir, antes de algo acontecer. Normalmente, a pessoa em causa: “Era uma pessoa tão calma, não se metia com ninguém e, não se percebe como foi fazer uma coisa destas!”

Há uns tempos para cá, tenho, no meu prédio, alguém, que, na escada, sozinho, ao entrar em casa, ou ao sair, bate umas palmas, dá umas gargalhadas e grita umas palavras, estilo, aleluias. No passado, não era nada disto, hoje é assim e, amanhã?

Por mim, prefiro, com o devido respeito, não destes, mas sem dúvida nenhuma, dos vizinhos, como direi, meio esgrouviados, contudo, daqueles que, em abono da verdade, sempre os conhecemos assim, digamos, que esse é o seu estado normal. Pois destes, com toda a certeza, sabemos, de antemão, o que esperar dali!

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