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Vida de gato citadino

por correspondente, em 14.01.14

Há dias, a propósito de, da janela da minha cozinha, as minhas “visitas”, estarem “entretidas” a observar, entre outras feras, um gato a “passear”, do outro lado da rua, lembrei-me, do inverso, de um gato para o “queque”, que mora numa das zonas mais “finas” de Lisboa e, que da janela da cozinha da sua dona, observa, não só, mas também, os humanos que passam, debaixo do seu focinho cor-de-rosa, digamos que, da janela da cozinha da dona, avista o Mundo, pelo menos, o seu Mundo!

Nas zonas urbanas, normalmente, temos estes dois mundos, os gatos (mas não só), de rua e, os gatos de casa. Não sei, dos dois “tipos”, qual é o que tem mais inveja, um do outro. Certo, certo, é que o gatinho “queque” de Lisboa, se pudesse e, se apanhasse a dona distraída, dava uma “escapadela”, para “explorar” o território, ali pelas redondezas, mas, às claras, com todos a olharem para a “peça”, não quer, “arma-se” em esquisito e, não foge, até finge ter medo da rua.

Por outro lado, um dia, aqui em São Brás, estava eu na paragem da “camioneta”, quando vi, “esgueirar-se”, por entre dois carros estacionados, um “gatarrão”, com ar de “rufia”, muito sujo e, se bem me lembro, com uma orelha (ou as duas) “meio retalhada”. Chameio, sem grande esperança que viesse ter comigo, mas veio. Fiz-lhe uma festa na sua cabeçorra e, a “fera” (qual não é o meu espanto) sentou-se, bem aos meus pés e, ficou calmamente a aguardar a “camioneta” comigo. Quando veio o meu transporte, entrei, olhei para trás, a ver o que ele fazia e, ele, pachorrentamente, voltou às suas “explorações”, por momentos, interrompidas. Com toda a certeza, pensou em “reformar-se” da rua e, naquele momento, escolheu-me para seu dono. Teve azar. Escolheu mal a paragem. Se fosse a da minha chegada e não a de partida, talvez tivesse tido mais sorte

Tanta sorte, como um certo gatinho, que em tempos idos, na Brandoa, de manhã, estava na rua, à porta de um prédio, quando um casal, ao sair desse prédio, o viu e lhe fez umas festas. E ao final do dia, depois de um dia de trabalho, ao regressarem a casa, esse casal, entra no prédio, sobe até ao 4º andar e, quem está na porta deles? O Sr. gato da manhã! Acho que a decisão, de passarem a ter um animal de estimação, foi rápida, foi só abrir a porta e o Sr. Gato tomou posse imediata dos seus novos aposentos!

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